quarta-feira, julho 23, 2008

XI

Céu de Abril

Lá no alto, onde suas nuvens dançam orgulhosas,
O Céu de Abril parece mais bonito, mais azul
Estamos no oitavo andar, aposento de uma beleza recém-nascida
E só ela provoca olhares de curiosidade, paixões violentas
Admiradores boquiabertos e seus suspiros intermináveis
Amantes dedicados a sua silhueta rosa, seus olhos esverdeados
Tornam-se reféns das curvas em formação
Maturidade que se anuncia como a estrela do próximo espetáculo

Um andar que não se define em cores, nem mesmo em poesia
Infinito aos desejos de quem ama
Desfaz todo orgulho e toda dor (ranços de um jovem envelhecido)
Aceita! Concede!
Um último verbo antes de calar

Não se esperava tanto, em tão pouco tempo,
Surpreendeu a todos com seu gosto adocidado de primeira vez

Nesta armadilha de sentimentos e emoções
Sussurram-se palavras pequenas, miúdas
E o meu coração se enche apressado, precipita-se
Tem a ânsia de quem há muito vem amando o Céu de Abril

s.o.m.a.

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